Quando governo e militares perdem vergonha do que fizeram na ditadura, pacto democrático se rompe

TRAÇO DE UNIÃO

“Os militares e seus capachos, até então, tinham vergonha do que fizeram; ou, pelo menos, fingiam ter. Quando se falava em tortura, negavam que tivessem algo a ver com o que acontecera; fizeram de tudo para impedir e atrapalhar os trabalhos da Comissão da Verdade. Recorriam ao velho refrão dos nazistas em Nuremberg: “Eu não sabia de nada do que estava acontecendo”.

Ilustração que representa uma colagem de fotos em preto e branco de uma metralhadora, um cassetete, coturnos e chapéus militares sobre um fundo vermelho
Ilustração publicada em 19 de abril – André Stefanini

É HORA SE REVOGAR A LEI DA ANISTIA

Por Marcelo Coelho

Em 1979, aanistia garantiu impunidade aos torturadores e assassinos da ditadura militar. Foi uma solução negociada, dentro das condições políticas da época.

Procurava-se acelerar o processo de democratização, que só se completaria, cerca de dez anos depois, com a nova Constituição e as eleições diretas para presidente.

Garantiu-se, com aquele acordo, que exilados e perseguidos políticos voltassem ao país. Pessoas como Leonel Brizola, Betinho, Fernando…

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