As infindáveis 1001 noites

Bar Princesa

Espera-se magia ao encontrarmos essa cifra: 1001.

A magia, porém, não vem de seus gênios, feiticeiros, cavalos voadores ou outros elementos fantásticos comuns das narrativas árabes. É algo mais sutil, que envolve tanto a estrutura da obra, quanto seu contexto histórico e sua fascinante personagem principal: Scheherazade.

A obra é de origem medieval. Os manuscritos mais antigos estão incompletos e apresentam algumas diferenças entre si. Chegaram na Europa durante o auge do Iluminismo e foram traduzidos por Antoine Galland. Depois dele, vários outros, em diferentes idiomas, se dedicaram a produzir sua versão da obra. Nenhuma era similar à anterior, mas não por serem em diferentes linguagens ou se basearem em diferentes fontes. Cada autor decidia que este ou aquele elemento deveria ser acrescentado ou suprimido e alguns dos contos que mais tradicionalmente relacionamos com As 1001 noites, não faziam parte dela. Falamos de Aladim, Simbad e Ali Babá.

Ilustração de…

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