DUAS OU TRÊS COISAS QUE EU SEI SOBRE ELA

O Caderno sem fim

“Talvez um objeto seja um laço entre sujeitos, que lhes permite viver em sociedade e estar juntos. Mas as relações sociais são sempre ambíguas, os pensamentos tanto dividem como unem, as palavras unem pelo que expressam e isolam pelo que omitem, há um grande abismo entre a minha certeza subjetiva e a realidade objetiva dos outros. Sei que sou culpado ainda que me sinta inocente. Cada acontecimento muda minha vida cotidiana. Eu sempre falho em me comunicar: entender, amar ou ser amado. E toda falha me confina em minha solidão… Desde que… Desde que eu não posso escapar da objetividade que me esmaga, nem da subjetividade que me exila. Pois eu não posso nem elevar-me ao ser nem me afundar no nada. Devo ouvir e mais do que nunca observar ao meu redor, as pessoas, meu semelhante, meu irmão. No mundo solitário, agora que as revoluções são impossíveis e guerras…

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