Difundindo o monopólio da violência: Empresas privadas militares e de segurança e poder estatal coercitivo

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Escrito por: Carlos Díaz, Ekaterina Zepnova, Felip Daza, Giulia Campisi and Nora Miralles. Observatorio de Derechos Humanos y Empresas del Mediterráneo (ODHE)[1] and Shock Monitor research team

O crescente alarme sobre a situação de segurança em Cabo Delgado (Moçambique), onde mais de meio milhão de pessoas foram deslocadas pela violência dos confrontos entre grupos armados islâmicos e forças estatais, trouxe de volta as luzes da ribalta sobre o papel das Empresas Privadas de Segurança Militar (PMSC). Este conflito ilustra bem a natureza da aliança entre estados, PMSC e empresas envolvidas em indústrias extrativas, desde que o Grupo Wagner, um dos maiores PMSCs russos, e a empresa sul-africana Dick Advisory Group foram implantados na área, sendo seu principal papel apoiar o exército na luta contra grupos insurgentes que estão ameaçando os depósitos de gás explorados pela transnacional francesa Total.

Este não é um caso isolado. A privatização progressiva das…

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