UM TEATRO A CAMINHO DE BREMEN*

sala de ensaios

Conto de Patrícia Portela, a partir de “Os Músicos de Bremen”, dos Irmãos Grimm

lido porSandra Correia

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Fotografia dos estudos de Bárbara Assis Pacheco na exposição “Temporadas Desenhadas”

Era uma vez o último auroque à face da Terra. Passava os dias escondido ou a fugir de caçadores. Vivia lá para os lados do Côa e carpia noites inteiras, pedindo aos deuses, aos da terra, que o ajudassem na sua tamanha solidão. Um dia, enquanto tricotava um pé de meia com uma moura encantada, o sol bateu de maneira diferente no xisto do seu álbum de família. Um auroque, um outro auroque, robusto, gravado na pedra, um seu igual que nunca tinha visto. Encostou a sua orelha àquele dorso martelado e ouviu:

– Vai-te embora daqui! Vai ser músico em Bremen! Lá encontras outros como tu, montas uma banda e serás feliz para sempre!

E…

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