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Mil Homens

Sobre Liberdade.


Em meu redor, estende-se o horizonte.
O chão é pedra e terra, rocha e mineral, e imita-se de metro a metro, repete-se até ao limite do meu ver; depois é a cinza que envolve e recobre o espaço e nada mais. A vida não cresce aqui, talvez reflexo das imposições da altitude na atmosfera, o oxigénio que se perde nos andares de baixo e aqui só há o suficiente para mim. A vida terá de esperar que eu parta.

À minha frente, um precipício.
Já não há espaço para um novo passo, não em frente. Os meus pés oscilam nos limites deste mundo, e vejo a queda e a penumbra que esconde o fundo; talvez não haja fundo, talvez, nos limites deste mundo, não haja mais do que uma queda, não tenho como saber.

O que quero, no entanto, o que quero neste momento, é saltar em frente…

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