Das máscaras que protegem e das que silenciam: Dialoguemos com Grada Kilomba

Portal Factótum Cultural

PorLiliam Beatris Kingerski

Ouvindo Grada Kilomba, sinto que ela reflete o que quero dizer quando escrevo. Nas palavras dela: “Então, por que eu escrevo? Eu escrevo quase como uma obrigação, para me encontrar. Enquanto eu escrevo, eu não sou o ‘Outro’, mas o eu, não o objeto, mas o sujeito. Eu me torno a relatora, e não a relatada. Eu me torno a autora, e a autoridade da minha própria história. Eu me torno a absoluta oposição do que o projeto colonial havia predeterminado. Eu me torno eu.[1]

E, como é bom nos tornarmos nós, não é mesmo?

É a nossa afirmação enquanto escritoras/es que nos tira deste projeto violento que foi a colonização.

Sigo dialogando sobre e com escritas de mulheres, buscando desconstruir preconceitos, e, desta forma, resistir às situações confortáveis, por onde boa parte das pessoas pensa “estar tudo bem”… É justamente aí que…

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