Em que tempo nós vivemos?

Balaio Caótico

A indústria do medo e sua participação no desenvolvimento de aspectos  não-politizados na sociedade.

Vivemos todos no presente? Não, sabemos. O presente não é onipresente. Por mais que o presente esteja a nosso redor, cobrando nossa atenção e fruição, nossa cabeça está entulhada de pensamentos, ora nostálgicos, ora tristes. Alegrias saudosas, remorsos ou perdas incrustados.

Quando não é o passado a nos alugar, é o futuro a nos convocar.

Desde os gregos fomos avisados que passado e futuro são males que nos desfocam da vida.

O pé no passado, sujo de lama de ressentimentos, arrependimentos, culpas, vergonhas etc. – “paixões tristes” no dizer de Espinosa – debilitam nossa capacidade de respirar o ar presente. Da mesma forma, a recordação perene de momentos felizes nos carrega de nostalgia e nos ilude a pensarmos que “o bom é o que foi”.

O futuro nos aparece, muitas das vezes, como uma quimera, a esperança, detonada pelos estoicos.

O estoicos diziam que a esperança só pode conduzir-nos à…

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