Sonic Youth: a última fronteira das guitar bands?

Dias do Isolamento

Decorrida uma década de sua dissolução, o grupo nova-iorquino Sonic Youth merece ser relembrado com louvor. Afora Hendrix e o ainda antenadíssimo Jeff Beck, a guitarra elétrica e as assim chamadas e correlatas guitar-bands, talvez ninguém ou nenhuma outra formação devotada ao culto das seis cordas elétricas tenha propulsionado o instrumento tão adiante desde então.

A partir de sua irrupção nos porões da Big Apple, em 1981, o grupo – capitaneado pelos sempre disruptores Lee Ranaldo e Thurston Moore – ocupou uma posição singular no rock, ao conseguir plasmar os tradicionalmente imiscíveis elementos da música pop com a avant-garde. Flambando arte e lixo no cadinho de seus instrumentos, e, em particular, em suas mega-amplificadas e distorcidas guitarras, estes irrepreensíveis experimentalistas alcançaram patamares sônicos inauditos, em trabalhos antológicos da dimensão de “Bad Moon Rising” (1985), “Evol” (1986), “Sister” (1987), “Goo” (1990), “Rather Ripped” (2006) e “The Eternal” (2009).

A propósito, falando…

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