Sérgio Martins, o repórter

As melhores histórias do jornalista que desvendou a Máfia da Loteria Esportiva

POR WALTERSON SARDENBERG Sº

À primeira vista, Sérgio Martins (1946-2013) era tímido. Não parecia de muito papo. Nada a ver com a ideia de um genuíno carioca, mermão. Longe disso. Quando o conheci, em 1987, demoramos meses a fazer amizade, embora trabalhássemos na mesma redação — a da revista Náutica, da Editora Abril, em São Paulo. Apesar do jeitão por vezes até taciturno, ele era tão carioca que detestava o feijão preto vendido aos paulistanos. Considerava intragável. Por isso, “importava” pacotes do preto que satisfaz, vindos do Rio de Janeiro.

Seu pai, português, dono de um modesto bar/restaurante, os enviava, prestimoso, pelo malote da Abril.

De qualquer maneira, Sérgio, embora vascaíno de jurar amor eterno ao Expresso da Vitória, a Ademir Menezes e Ipojucan, não era um carioca de anedota, daqueles efusivos, ou, como diria Nelson Rodrigues…

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