Esperar na Esquina: a prostituição esquecida pelo Estado na pandemia

Reportagem:

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Durante várias semanas falámos por telefone com prostitutas e prostitutos que publicam anúncios nos jornais e na internet. Queríamos saber o que se passa com os trabalhadores do sexo durante a pandemia. Quase todos se queixaram do mesmo: há menos clientes e mais dificuldades em pagar as contas.

Mas faltava saber o que se passa na prostituição de rua. Foi por isso que durante as últimas duas semanas de Fevereiro visitámos o Conde Redondo. Fica perto do Marquês de Pombal, em Lisboa, é uma das principais áreas de prostituição de rua.

A noite está fria e já passa das 11. Um carro do lixo, uma mota que leva comida ao domicílio, aqui e ali alguns carros, muito poucas pessoas a pé. Em diversas noites vemos duas ou três mulheres de pé, na esquina, à esperam-se clientes. Mas eles nunca mais aparecem. Por uma vez conseguimos uma palavra…

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