Expulsões Imagéticas de Moçambique – a cousa vindoura

ESCREVIVER-ME

Vacuidade transitória, maleitas do SER POETA

Ao virar a esquina de uma ordinária noite semanal, caiu-me em cima a interpelação de um poeta…, sim, um POETA, com os cinco grafemas maiúsculos, não obstante da sua obra não ter, ainda, cruzado o firmamento da massificação e a linha imprecisa de um entendimento objetivo, nem sempre alcançável, mas que nos facilita a crítica e correspondente validação canónica. Arauto do sentimento vívido, por vezes conspurcado pela frugal orgânica da emoção, ele se reacende no ventre da chama que incendeia a criação e o rastilho das coisas singulares, as que muito podem mudar a mente, o coração, a alma e a pessoa, a pessoa e a alma.

Se entendermos o poeta como a figura sensibilizante e amplamente sensibilizada, como o escultor pioneiro do orgasmo textual, da fecundação lexical, sobretudo, da afetuosidade literária, também, será tanto mais fácil quanto intenso e crível, compreender a sua…

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