Leituras

por Adriana Calado

Primeiro ouço um pássaro a cantar timidamente junto de um regato. Depois outro e outro que se lhe juntam, acompanhados das notas improváveis de um piano. Fico uns segundos em negação, querendo acreditar que há um engano, estou a acordar no sábado de manhã, não na segunda-feira, às 06h00. Espreguiço-me e adio o despertador por dez minutos. Passam demasiado rápido, como me apercebo quando volto a ouvir o trinado dos pássaros tropicais que cantam junto às aguas de um regato perdido num qualquer pedaço de selva onde também gostava de estar. Capitulo à realidade e levanto-me sem acender as luzes, guiada por um fio ténue de claridade matinal que se espalha pelo corredor. Sigo para a cozinha sem o gato, por certo ainda a exercer o seu direito inalienável a dormir até quando muito bem lhe apetecer.

Do lado de fora da janela está um dia de…

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