Conforto – Giselle Fiorini Bohn

As Contistas

– Eu ouvi dizer que existe uma coisa chamada conforto…

– Você acredita em tudo.

A coragem na voz da menina apagou-se por um momento. Por que ele sempre fazia isso? Não que seu tom fosse rude ou prepotente; podia-se dizer até ser terno. Mas, com poucas palavras, tinha o poder de fazê-la sentir-se tão menor, tão boba. Sequer notava que ela se ressentia; apenas divertia-se com sua inocência, e quem o ouvisse pensaria tratar-se de alguém mais velho e mais sábio, e não apenas outra criança.


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