ANTONÍMIA

Elas contra Tebas

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Renato Rodyner: Avatar

Texto publicado originalmente em 2 de agosto de 2020.

Adriana Paris-

Antónia minha, sua Toninha. Tola – atônita.

Meus avós vieram de Minas, minha mãe cresceu em Longá. O meu pai é de algum lugar do sul – nem sei. Se conheceram numa praia do Rio, nasci num hospital da Lapa, nos mudamos pro interior de São Paulo –Toponímia.

Desde criança fui grande e lia todos os outdoors sem ainda conhecer as palavras. Eu tinha apenas quatro anos e ouvia os gigantes contarem as pequenas notáveis histórias de cabeceira e eu fingia dormir.

Ainda bem jovem fumava o cigarro apagado, tragava a cenoura cortada como fazia a professora Isabel no intervalo da aula de História. Puxava o ar sem fôlego segurando o choro pra lágrima já seca e ácida não tentar cair toda vez que ganhava apelido novo na escola. Tormento. Tirania.

Cresci vendo os grandes…

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