“Ode — Indícios de Imortalidade”, de Wordsworth, por Ricardo Neves

escamandro

A poesia aparece em lugares inesperados. Encontrei-me com a “Ode” de Wordsworth lendo um dos livros do conhecido autor de divulgação científica Stephen Jay Gould, “Ever since Darwin”, capítulo “The Child as Man’s Real Father”. Como contraponto à argumentação puramente científica do seu texto, Gould cita um trecho da Ode:

Though nothing can bring back the hour
Of splendour in the grass, of glory in the flower;
We will grieve not, rather find
Strength in what remains behind;

Essa passagem me comoveu e atiçou minha curiosidade pela Ode e por Wordsworth. Sua leitura me revelou várias passagens que confirmaram minha impressão inicial, por exemplo essa expressão tão bonita do último verso: “Thoughts that do often lie too deep for tears”. Então comecei a traduzir.

No meio do caminho, encontrei este blog e uma tradução já existente da Ode para o português, mas mesmo assim resolvi continuar na empreitada e…

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