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Sempre fui da rua, gosto dessa origem, embora não faça dela um destino. Ao lado da alma que amo, descubro tanta coisa que não sei sobre tanta coisa que não sabia, além de uma lista enorme a respeito da enormidade de tudo que desconheço. São coisas de lugares diferentes das ruas, inclusive aí o amor, seu modo de ouvir e as formas de demonstrar ou de renunciar a afetos. Não são melhores ou piores as visões, só projetam outros lugares, outros saberes, ângulos inusitados da vida e das mil formas de viver.

A rua tem a rua como referência. Os postes com cartazes de gente que traz o amor de volta. O cachorro com 3 pernas, gatos sem dono. Os moradores de lá, seus nome sem importância, suas invisibilidades. Os bêbados e as regras submersas das praças. As esquinas escuras que estrelinha deve evitar. As flores de rua e seus…

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