Um fenômeno mor ou lapso sutil?

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Por Karine Bueno Costa

“Quanto mais o homem fala de si, mais deixa de ser ele mesmo. Mas deixe que se esconda por trás de uma máscara e então ele contará uma verdade” (Oscar Wilde).

“Não sou idêntica a mim mesma. Sou e não sou ao mesmo tempo. (…) Sou a própria lógica circundante” (Ana Cristina Cesar).

“Te apresento a mulher mais sutil do mundo: essa que não tem nenhum segredo.” Eis Ana Cristina Cesar, poeta carioca, dos anos 70. Escritora que, entre os liames de verdade e ficção, apresenta um jogo com a linguagem diarística-íntima-secreta e a revelação, em enigma, da escrita poética. A partir da linguagem subjetiva, tornando-se objeto da própria poesia, desafia o leitor a desvendar os mistérios que envolvem a existência do eu literário, no “diário não diário: forma sem norma”.

Para Maurice Blanchot, em “O diário íntimo e a narrativa”, inserido na obra O…

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