Se um viajante numa noite de inverno, de Ítalo Calvino

Por Gentileza

Se um viajante numa noite de inverno
Trechinho no capítulo 1

As paredes são claras, invadidas por estantes repletas de livros coloridos – organizados em ordem alfabética – com uma pretensão estética perceptível até para quem não tem o hábito de analisar esse tipo de coisa. É uma biblioteca. No centro, caminhamos entre mesas povoadas por leitores de todos os tipos, dos mais acadêmicos aos completamente descompromissados. Não tinha o que fazer, cheguei aqui e optei por um livro aleatório. Mentira. O leitor pode até pensar que a sua escolha foi randômica, mas a gente sabe que o livro gera uma atração irresistível do primeiro olhar à primeira página.

Assim, refugiamo-nos por algumas horas (quem sabe, até semanas) entre as suas páginas, percorrendo a narrativa à vezes como uma caminhada e, em outros momentos, como uma maratona. Foi nesse cenário que habitei durante os dias que compuseram a minha leitura de “Se um viajante numa noite de…

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