Ode ao Chaos

Psicólogo Aventureiro

Ó benevolente Caos, de onde vieste?

Entidade esta presente no primórdio e no fim

De onde toda ordem surge, para onde toda vida flui

Não vieste me infligir dano, mas propor fusão, cooperação

Neste diálogo trouxeste frutos, ricos, saborosos,

Fragmentados, como já esperava que fossem

Partes destas juntam-se às minhas, e às suas,

E às de todos com quem diretamente ou indiretamente interajam,

Caoticamente, imprevisivelmente, gerando resultados igualmente fugidios.

Ele nos revela as coisas em sua natureza última, definitiva e temporária. Conselheiro fiel na vida do artista, entidade negligenciada na vida cotidiana, como se pudéssemos escapar de sua influência oras doce, oras amarga. Venerado como Obra no Tempo de Deus, amaldiçoado como por lampejos infernais.

A ordem das coisas existe, é verdade, e é importante! Mas é o caos quem a organiza, reorganiza, desorganiza, e depois, quem sabe? Vamos vivendo tentando encontrar ordem no Caos, aproveitando seus doces frutos fragmentados…

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