O espírito até podia estar na floresta, mas o retrato filmado ficou aquém do esperado

Gira-Discos

Depois de terem editado o seu melhor álbum desde 2001 e de andado pela estrada (num concerto que nos visitou em 2018) os Depeche Mode chamaram Anton Corbijn para fixar memórias da digressão. Mas o velho colaborador nem parece o mesmo… Texto: Nuno Galopim

Comecemos pelo início. E no início desta mais recente etapa na carreira (de 40 anos) dos Depeche Mode está, em 2017, o momento da descoberta de Spirit e, nesse álbum, um respirar de alívio. E porquê? Era o melhor disco que apresentavam desde o cada vez mais distante Exciter (de 2001), juntava à música um reencontro mais expressivo do que nunca de uma alma política (que tinha já cruzado outros instantes da sua obra) e contrariava acima de tudo a rota de mergulho num espaço algo inconsequente ao qual parecia fadado um sucessor do desapontante Delta Machine (2013), caso não houvesse um golpe de rins capaz…

Ver o post original 1.287 mais palavras