Crítica: Os Guarda-Chuvas do Amor (1964)

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Critical Room

Aviso: Crítica sem spoilers!


Obra-prima dos musicais.


Os Guarda-Chuvas do Amor, curiosamente, não possui nenhum número musical. Sim, poderia ser um filme normal de uma história de amor, caso não fosse o fato do filme ser todo cantando. Fato este que funciona perfeitamente, graças à criação de universo e a entrega do elenco, com falas que são musicadas, bem refletidas na melódica trilha sonora de MichelLegrand.

Fugindo das convencionais histórias de amor, Jacques Demy conduz de forma fascinante a narrativa no decorrer de 3 partes. Na primeira parte nos são apresentados Geneviève e Guy, dois jovens perdidamente apaixonados um pelo outro, com planos de se casar e passarem uma vida juntos. Nessa primeira parte o uso de cores fortes e contrastantes é bem utilizado ao reforçar a aura de paixão envolta nos dois jovens. Nas duas partes posteriores, as cores, em conjunto da já citada melódica trilha…

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