Manu, Mani e Marizé

em

Elas contra Tebas

Modesto Brocos- Engenho de Mandioca

Arlete Mendes –

Acordava pontualmente às quatro da madrugada, coava o café ouvindo “Brasil Caminhoneiro”. A fumaça embaçava o pensamento, o cheiro lhe dava fome. Fome do que não tinha. Queria comer estrada e chão na boleia de um caminhão. A mulher não gostava nada daquele programa, só gostava do Eli Correia. Ela tinha saudades.

Estavam ali sentados, tomando café preto e ouvindo o programa, para agrado de um e desagrado do outro.

─ Esse ano eu tiro a minha carta!

─ Para dirigir o carrinho de mandioca?

─ Deixe de ser malcriada. De rir do sonho alheio. Não sabe que sempre foi minha vontade dirigir caminhão?

─ Ô, se sei… não se zangue, não, Manu, quem sabe tu… Ei, me leva no ponto? Ainda tá muito escuro.

─ E algum dia deixei de levar?

Lá foram os dois, caminhando por uns resquícios de baile…

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