Por que não a TV, o rádio e a internet para fazerem a escola continuar?

Cláudia Santa Rosa

A crise decorrente da propagação da Covid -19 instalou-se, no último mês, em escala de pandemia. Há pouco mais de uma semana, as autoridades brasileiras, de maneira sensata, vêm adotando um protocolo que impõe isolamento social à população com um objetivo claro: diminuir o número de pessoas infectadas.

Ainda não se sabe o tempo que crianças e jovens ficarão distantes das escolas. Caso a suspensão das atividades letivas se estendam por semanas ou meses, a frágil educação básica pública, que é ofertada a 85% da população, sofrerá, indiscutivelmente, mais um tombo no sonho da qualidade, isso sem falar nas consequências para milhares de crianças e adolescentes que precisam do apoio nutricional e social encontrado nas instituições de ensino.

Trabalho em uma escola estadual que oferta os anos iniciais do ensino fundamental. Tão logo as aulas foram suspensas, iniciamos um trabalho de mediação pedagógica por grupos de WhatsApp, atingindo 97% das…

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