A arte do egoísmo

OBarrete

Para compreender artistas, é necessário não só perceber o passado, as dinâmicas, o que suscitou nele algo para crescer, ver o mundo de outra forma, capaz de suscitar contemplação e incitar reflexão. Os chamados “traumas da infância” são, inevitavelmente, essenciais para entender a unidade do artista, isto porque não se pode avaliar os motivos de um escritor sem se saber algo do seu desenvolvimento inicial, do estado embrionário da sua liberdade criativa.

Mas, afinal, qual é a função da Arte? No fundo, disciplinar o nosso temperamento, por forma a evitar que fiquemos presos nalgum estágio imaturo. Mas a verdade é que todos nós – e não só escritores, cineastas, actores (etc.) – somos amplamente influenciados por puro egoísmo, não só evidente no nosso óbvio desejo de parecer inteligente, de sermos falados e lembrados após a morte, e isto, mais uma vez, é algo transversal a cientistas, artistas…

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