Vinte vinte.

Rua de Jesus

Chamam-lhes loucos, aos do século XX. Depois da Grande Guerra, o mundo, a humanidade, quis libertar-se. Tinham caído os grandes impérios, acabara de se erguer o comunismo soviético.

São os anos do jazz, da art déco, de Walt Disney, de Mickey Mouse, do avião, de Gago Coutinho, da televisão e da explosão do telefone e da eletricidade. É o tempo de Picasso, Miró, Duchamp e Dali. Foi a década de Chanel e de Josephine Baker.

A grande depressão. O Estado Novo.

Neste ambiente de loucura, o mundo caminhava para o abismo. Não que a revolução cultural destes anos de mil novecentos e vinte tivesse disso alguma culpa. A década seguinte culminaria na Segunda Guerra Mundial e no holocausto.

Foi nos loucos anos vinte que a Europa viu nascer os regimes totalitários de extrema-direita que procuravam dar uma resposta à ameaça do rápido crescimento do socialismo de inspiração soviética…

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