A tareia de Natal

grémio geográphico

Santo Tomás, Peru//

Há comida e bebida. E música, danças, roupas coloridas. Natal é tempo de celebração, mas também de união, o momento para pôr de lado desentendimentos pessoais e juntar toda a gente à mesma mesa. No entanto, na província de Chumbivilcas, a 220 quilómetros de Cusco, os desentendimentos são encarados de frente, fazem até parte do programa das festividades natalícias.

No dia 25 de dezembro, celebra-se o Takanakuy (lê-se «tá-kaná-kuí»), que na língua quíchua significa «quando o sangue ferve». Ou, dependendo de quem traduz, «andar à porrada»: homens, mulheres, crianças, velhos, toda a gente resolve as suas altercações ao soco e ao pontapé, quer se trate de disputas de terrenos, questões de honra, roubos de ovelhas ou de namorados(as). Ou simplesmente a boa velha embriaguez como motivação para esmurrar alguém. Seja qual for o motivo, combate terminado, assunto arrumado.

A tradição varia de…

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