De vidro

As Contistas

Que o mundo não era chato, era tudo o que queria provar. E iria. Custasse o que custasse. Levasse o tempo que levasse. Ora, não era plano… Não só. Por que é que os outros insistiam naquela história? Não havia razão para discordar, diziam. Bastava olhar para cima, para os lados, e pronto, lá estava o céu, plano, o horizonte, reto, com seus cantos e arestas simétricas de ângulos perfeitos.

Era chato.

E ponto.

Plano.

Não era.

Não para ela. Tampouco para sua imaginação. E, se plano, o seu, era provar aquilo que intuía desde sempre.  A vida era bem mais que o horizonte onde a vista alcança. Estava decidida. E iria experimentar sua teoria na próxima abertura.

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