Espiral

Marco Domingues

Um garoto, louco também, descia todos os dias até o banheiro comunitário do prédio que era velho, paredes de cimento pretas de mofo e sujeira acumuladas: Cigarros, você quer cigarros, eu tenho cigarros. Naquele recinto você podia ver todos os dias jovens com excrementos escorrendo pelas pernas, desinfetante barato misturado a sujeira entupia o nariz e o nariz era atacado e logo vinha o enjôo. Tudo ali era impressionantemente preciso, todos os fatos se repetiam todos os dias, ou seria loucura da minha cabeça? Havia uma ala para os que estavam aptos a praticar trabalhos manuais. Não era um hospício, não, não era, não… não era assim que gostavam de ver aquele lugar ser chamados, era um hospital psiquiátrico. Um dia, andando , encontrei um sujeito grandalhão que estava lá havia séculos, ele estava fumando escondido: Se você contar para alguém eu te mato.

Não precisa, não precisa me matar…

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