Entre Tempos de poesia, arte e memórias

Vivente Andante

A romântica neve desliza pelo ar, risos e uma face triste. Assim inicia Entre Tempos (Ricordi?), belo filme escrito e dirigido com muita sensibilidade por Valerio Mieli. Utilizando uma linearidade cambiante, closes bem colocados e belas imagens em meio a uma natureza luminosa.

Uma grande parábola sobre passado, presente e futuro, entrelaçados em uma história que se repete e nunca é a mesma. Tudo depende do ponto de vista de quem está contando.

A base do filme é um casal que ganha vida através do talento de Luca Marinelli e Linda Caridi. Ambos conseguem passar através de pequenas expressões e com sutileza os sentimentos pretendidos, principalmente pelos olhos, os quais se apresentam como janelas. Há química entre eles e uma satisfação em acompanhá-los nessa novela. Aquela impressão gostosa de que estamos dentro do filme. Nas cenas alegres, assim nos sentimos e queremos que perdure; e nas angustiantes, ficamos querendo que…

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