A tal da felicidade virtual

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Antes mesmo do amanhecer, quando o sol ainda nem apareceu no horizonte Nicole já se conectava ao seu celular, ritual diário. E isso significava a todas as redes sociais possíveis.

Vício atual.

O bebê parou de resmungar para encher o pulmãozinho e lamentar num choro alto para se fazer lembrado.

Já era mulher madura, mas a maturidade estava só nos anos que depois dos trinta passam mais rápido. E para Nicole muito mais.

Sua prioridade naquele momento era arrumar os peitos numa selfie e postar com aquele sorriso apático. Queria aproveitar que estavam lindamente fartos de leite. Foi quando sentiu o líquido escorrer do bico do seio, lembrou-se de Dudu, que cansado de chorar adormeceu.

O marido, de fala mansa e pouca conversa. Tinha a reprovação nos olhos, mas viver de aparência e ostentar a vida perfeita também lhe era muito atraente.

Desde sempre, a humanidade importa-se muito com opiniões…

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