OLGA

Enlaces Literários

Olga. Era sempre ela, Olga. Demorei quase uma vida para descobri-las, para entendê-las e desejá-las. Brincávamos de  amarelinha, pique-bandeira,  de tudo. 

Não queria que sua lembrança fosse apenas a da escuridão. Naquele tempo, ainda  não havia energia elétrica na cidade, tínhamos que ir para cama bem cedo, ou melhor, na hora em que a luz do sol deixava de existir. Era a senha para acabar com a brincadeira. 

Olga também era minha ancestral. Contava histórias de assombração, de tempestades, dilúvios. Em algumas ocasiões,  eu me via no meio da chuva carregando-a para um lugar seguro. Ela não se acostumava com o barulho dos trovões. Eu já gravara em minha memória as entonações dela, quando raspava o primeiro som perto de nossa casa. Havia um caminho que dava para um abrigo que não deixava a música da chuva passar. O meu coração disparava, a sua…

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