Polaroids

NOTA manuscrita

Texto escrito por yurie yaginuma

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Polaroids Polaroids “Natal, 2016” e “eu, Louren, Natan e Barbosa fotografados pela Thais, 2014”

memória-mentira, memória-buraco, memória-escape, memória-desenho, memória-verso, memória-construção. memória espectro dessa certa esquizofrenia arrogante, uma invenção fragmentada e labiríntica, donde perde-se começo, meio e fim.

memória exige do tempo a sua mais sincera unidade, presente é passado e futuro. é sempre um voltar-se sem sair do lugar. e talvez, nesse retornar, sejam então os fatos futuros que nos movam. memória é esse devir-vazio, preenche-se e transborda até estaca zero.

ela pode ser meio suicida, tão como assassina. assim: perigo. perigo não é boa palavra pra ser usada adjetiva — é feita pra botar vida na ação, vestir autoria, ser potência de palavra substantiva. então memória é perigo, esse danado risonho.

memória exige interlocução com o real pra fazer dele brincadeira, ficção ou bruxaria: expandindo-lhe dimensões, usurpando-lhe territórios. eu…

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