A Casa Que Jack Construiu – a descida ao inferno de Lars Von Trier

Caderno Jota

Há mais em comum entre Lars Von Trier e seu mais novo protagonista, o serial killer vivido por Matt Dillon em “A Casa Que Jack Construiu”, do que o próprio cineasta gostaria de admitir. Não que Trier vá sair pelas ruas estrangulando mulheres aleatórias, mas, como seu Jack, ele também pode ter os olhos vendados, de tempos em tempos, pelo próprio narcisismo.

O filme, que chega aos cinemas cinco anos após a dobradinha de “Ninfomaníaca”, faz uma curva para um lado muito mais sombrio do diretor. Se “Ninfo” falava de uma mulher viciada em sexo e até usava humor para narrar sua tragédia, “A Casa Que Jack Construiu” traz no centro um homem viciado em assassinato, sem muito mais do que uma risada nervosa para aliviar o clima.

Um engenheiro e um poeta

O Jack do título é um engenheiro que sonhava em ser arquiteto. Dono…

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