As birras do Marquês de Pombal, 1ª parte

SUPLEMENTO CULTURAL

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Estava a falar de Sebastião José de Carvalho e Melo, não o outro, mas este, de quem se diz que é primo de Rivera, deputado pelo círculo de Santarém e comerciante no Porto, amante das artes, mestre de armas, implacável demolhador de bacalhau e, simultaneamente, agente duplo numa esquadra de polícia, competente fiel de armazém numa fábrica de ferragens em Tondela, onde tinha, designadamente, de verificar o número de voltas de cada parafuso, administrador de massa falida em part time, casado com comunhão e missas de corpo presente e de oitavo dia simultâneas, que quase veio, foi por pouco, à capital ver um parente, que deixou a mala no táxi, não se sabia o que a mala continha, depois o Coutinho, lá da Junta, quis esclarecer o mistério, ele que não sabia sequer se havia mala, ao certo, o certo é que toda a gente se pôs à procura…

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