Sobre todo o sentimento

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                                                           Te escrevo aqui, na parte rasa da noite, onde Chico canta o que há de lindo em uma marieltodosentimentoseparação finalmente compreendida em sua necessidade básica de ir. “Preciso não dormir até se consumar o tempo da gente” é uma aceitação da insônia que vai reger a passagem das horas. Não serão momentos fáceis, alerta o poeta de olhos de mar, como Betânia o chama. Afinal será preciso conduzir “um tempo de te amar, te amando devagar e urgentemente”. Devagar para viver o que falta. Urgentemente para superar o que sobra.

Buarque é um alquimista capaz de transformar dor em ouro, o que exige um certo cuidado com os seus ditos. Afinal, podemos achar reluzente o que dói, passando a andar por aí expondo chagas, como fazem os pedintes nos sinais de trânsito. No fundo, o que eles desejam não são as moedas, mas sua retirada do invisível onde faz frio, além do fim do exílio, que os leva para longe de si mesmos.

No entanto, é…

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