Coleccionismo, antes e depois do Biombo

SUPLEMENTO CULTURAL

Berlim 1914 Eu e o Biombo, à porta da sua casa em Armamar. Antes da partida para a sua exposição em Viena, 1915

De todas as pessoas chegadas de que guardo memória, de todas as que partiram ou com quem, por um qualquer acaso, me deixei há muito de cruzar, aquela de quem tenho mais saudades é do José Pessegueira, conhecido pelo Biombo.
Conheci-o em Armamar, teríamos os nossos 12 anos. Naquele tempo eu ia muito a Armamar vender serradura. O Biombo, apesar de ser ainda muito jovem, prometia, já na altura, vir a tornar-se um dos maiores fabricantes de contraplacado marítimo do país.
A nossa actividade empresarial permitiu-me ir conhecendo melhor o jovem empresário.
Havia uma faceta pouco conhecida do Biombo: era um colecionador, daqueles compulsivos. Foram várias as colecções que juntou. Algumas fazem agora parte do acervo dos mais importantes museus do mundo.

Aquela que lhe trouxe, sem dúvida, maior…

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