Lessing e a Invenção da Arte

Lucas Bento Pugliesi

Sob o risco do  leitor morrer de tédio, desculpo-me por antecedência por iniciar o percurso da discussão sobre a edição das obras de Lessing, a partir do ressuscitar de velharias; contudo, sem elas, me parece, o pensamento  do autor perde em termos de contextualização.

Principiamos por Alberti, figura central do Renascimento, que operou no século XV uma inédita organização da tendência em tornar retórica a pintura. A partir de recuos constantes a tratadistas gregos e latinos – que versaram, sobretudo acerca da poesia –, o italiano pensa a construção da imagem pictórica num plano amplo que abarcaria oradores, poetas, historiadores, escultores e pintores propriamente ditos. Em seu Da Pintura, inclusive recupera (talvez não propositadamente) o nicho relevado à imagem por Platão, isto é, compreender a imagem como suplemento. Como forma secundária em relação ao real.

O leitor se lembrará que em dois momentos…

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