Mata, Senhor, que a morte não faz mal

Leituras contemporâneas - Narrativas do Século XXI

Por Nívia Maria Santos Silva

“[…] ao fim da lida/a morte que me entrava pelos pés,/ainda que eu me arrastasse até a avenida,//iria me alcançar […]

(TRAVESSIAS, BRUNO TOLENTINO)

tolentinopost

No dia 27 de junho de 2007, o jornal O Globo e outros grandes jornais brasileiros, como Folha de São Paulo e O Estado de São Paulo, noticiavam a morte do poeta e tradutor Bruno Tolentino. Internado no Hospital Emílio Ribas, ele faleceu numa manhã de quarta-feira. Causa mortis: falência múltipla dos órgãos. À época era um dos 10 finalistas do prêmio Jabuti, já havia ganhado outros dois, por As horas de Katharina, em 1995, e por O mundo como ideia, em 2003. As complicações trazidas pela Síndrome da Imunodeficiência Adquirida não permitiu que ele vivesse o suficiente para ir receber o terceiro Jabuti pelo seu livro A imitação do amanhecer.

Completados 10 anos de sua morte…

Ver o post original 672 mais palavras