A transfiguração da lua

Vento Fractal

64ae5939f74f2c736d114a2df47efa93 (Sem título) – Grete Stern

           Enquanto o silêncio durou permaneceram saudades em seu coração, espírito muito cansado para delatar dores, confessar o que não poderia um único corpo sozinho suportar – e que pouco corpo, um agudo corpo o dela! De pés pequenos e também silenciosos, iam pisando distraídos as sombras das últimas nuvens do dia, o chão coberto, aos poucos, de escuro e luz de estrelas. Circunscrita num feixe celeste, pôs-se a recordar da vida passada, embora ainda cética quisesse esquecer, embora quisesse resgatar desse lar de lembranças motivos importantes, para ao trazê-los à superfície da noite, solenemente, enterrá-las de uma vez, no chão do esquecimento a que se destinam. Pensou nisso como se fosse verdadeiro. Se poderia enterrar um sentimento ameaçador? Meditou num ciclo inteiro de desolação. Porque não pôde e não encontrando respostas, receou a sanidade. Temia que continuassem as dores sopitantes…

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