O Chefe

Contos sobre nada

 Era sexta-feira e quase oito horas da manhã quando sai correndo para fora do metro da Sé. Disparei na multidão sem ver os milhares de rostos como eu e entrei no edifício da firma a tempo de bater o cartão sem atrasos. Deu um bom dia seco para a recepcionista e me dirigi ao meu departamento.

 As duas primeiras horas de trabalho eram sempre as melhores, todo mundo agia rápido bem, parecia trabalhar o que deveria ser feito depois. Quando davam as dez horas a tensão subia no ar e o silêncio tomava conta até que os passos dele apareciam feito marretadas num prego na parede. Todo mundo fingia não ouvir e ver, só reparava quando ele dizia bom dia e então dava outro sem graça, todo mundo sentia a mesma coisa e ninguém falava nada.

 Ele parou no meu cubículo e me deu um tapinha.

– É hoje, hein…

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