PRIMEIROS PASSOS DO MAJOR FONSECA NA NECROMANCIA ALQUÍMICA

Morosidades

O comandante saiu do carro, deu a volta, e pôs nos ombros o saco preto que ocupava o banco do passageiro. Chovia muito. Quando entrou em casa, estava encharcado. Nem deu oi para o cachorro, passou reto. Deixou um longo rastro de barro da entrada até o sótão.

Ao chegar lá, descarregou o peso sobre uma velha mesa de carpintaria. Abriu as amarras do saco para encarar o que restava do Capitão bragança. Havia um dia e meio que ele se revirava, delirante, após ter sido picado por um inseto no meio do mato. Fonseca, seu velho amigo, não saiu do seu lado. Ficou na enfermaria, conversando com ele quando ele estava acordado, e estudando anatomia quando ele dormia. O sofrimento foi curto. Cinco horas atrás, ele não mais respirava, nem batia-lhe o coração.

— Hora da morte: duas e cinquenta e quatro — disse o legista.

— Ele pediu…

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