A menina e o tempo e os tempos de menina (conto)

Incrível como o mundo não para. As coisas mudam, as pessoas crescem, os móveis são trocados, as paredes ganham nova argamassa, o chão, que outrora abrigava marcas de uma infância sofrida, agora ganha um tracejo leve, mais elaborado, de uma sofisticação amena que levou para longe uma mãe vítima de um alcoólatra sem escrúpulos.

Debaixo deste pé de jambo que tantas vezes subi por achar que era o lugar mais alto e mais seguro do mundo, de onde eu observava o movimento da rua silenciosa, alheia aos gritos mudos vindos daquela casa, foi que mergulhei no tempo e trouxe lembranças distantes e dispersas que até desconfio se realmente existiram.

A cada passo adentro daquele lar que era meu e que agora é estranho a mim, como se não pertencesse mais a ele – e na verdade não pertenço -, foi que revivi cenários atemporais que mesclaram-se a uma realidade inexistente…

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