Sobre humanezas e reflexos

Água no Quintal

Vê? Esses buracos todos da minha humaneza. Enfia neles teus dedos obscenos, remexe o sangue e a dor de estar só nesse mundo. Não diga que está comigo. Estamos sós. Não tenho medo que vejam essa coisa cheia de falhas e fissuras em que me transformei. É bom que encarem, de vez em quando, a crueza do que é ser gente. Essa miudeza. Esses erros. Esses cacos. Apontaram-me o dedo naquele bar de outro dia, pouco importa! Pouco importa que vejam em mim todo o tipo de nudez. Humana a contrapelo, à revelia. Essa porção de carne andarilha, suja, cruel e sozinha. Se olhar bem é tudo criança com medo do escuro, da morte, do que não se vê. Se olhar bem é todo mundo parte dessa massa sedenta gritando na beira do abismo de si. Procurando consistência na vida que escolheu, que teve a maldita sorte de poder…

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