Limito o meu silêncio ao seu silêncio…

Catarina voltou a escrever,

2017-02-18 18.59.10

Caríssima M.,

Cai a noite e com ela o cansaço de um dia inteiro, que começou cedo, pouco depois das oito. Despertei das sombras-páginas do livro a caderneta vermelha  que eu lia enquanto as horas avançavam firmes por essa segunda-feira — a última de maio.

Algo curioso aconteceu esse ano, não vi uma única flor de maio. A que tinha a casa antigamente florescia — estranhamente — em junho ou julho… jamais em maio, tanto que dizia pelos cantos da casa que algum equivoco existia. Mas, sempre as encontrava por aí, em algum lugar da cidade. Esse ano, no entanto, passou em branco.

Mas eu tive de volta a rotina dos trovões… e recordei — ao ler as suas linhas — as sonoridades da infância, que tanto prazer causava em minha pele e tanto pavor nos corpos mínimos das crianças do colégio.

Não sei se já lhe contei de uma manhã…

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