A GAROTA DE CINZA

THIAGOISDEAD

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Apertou e soltou a gravata cinza escura em movimentos contínuos, inquietos, com a sua mão direita por repetidas vezes. Respirou fundo, tudo bem que não estava inseguro, afinal fazia isso há anos, mas sempre sentia-se inquieto ao ter que ministrar uma palestra para um público estranho. Todos os anos, um público, rostos, desafios de conhecimento e convencimento novos, embora que a palestra, o tema, o livro, sempre fossem os mesmos. Há anos escrevia e palestrava sobre as experiências relatadas nos livros que publicava, mas todas as vezes, ele, Roberto Oliveira, sentia no fundo de sua alma, uma inquietação recorrente. Usava um blazer negro, de corte reto, camisa branca discreta, calças jeans justas, bem alinhadas e um sapato preto velho, talvez propositalmente escolhido, que o dava um ar de austero e ao mesmo tempo jovial.

Sob alguns poucos aplausos e sorrisos discretos entrou naquela sala, já outras vezes por ele visitada…

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