Marola

em transe to

E se as ondas me prendessem? Nunca tão solta, tão mar, e por isso atada. O mundo pronto para me tragar e eu submersa na euforia da madrugada de quarta-feira. Tentada a desfazer malas, cancelar planos, ficar. A seu lado. Do lado do sol. Da praia que desperta grão a grão. Do vestido disforme na areia.

Os primeiros rostos da manhã invadindo nosso território cavado na água salgada. Guto dançando na rebentação. E nós dois suspensos no oceano, cegos de tanto nos ver, despidos de olhos alheios. Repletos dos dias que foram o início do fim.

O corte no joelho já nem parece existir. Enfim, o que resolveu foi banho de mar. O mais longo banho de mar. Não funcionou, a vodca sobre o sangue. O tio disse: joga, é álcool, vai limpar. Mas só ardeu mais. Música alta, saliva, empurrões e o machucado latejando. Estava errado, o tio.

Dobraram…

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