Crisálida

Contando até Infinito

Pérola abriu as portas para a varanda e encarou o céu coruscante. O sol derramava-se pelo azul com um fulgor aveludado, estendendo sobre as plantas sua candência perfumada, seu toque dava vida a tudo sob si. Pérola observou as madressilvas prontas para despertar, coloridas e suntuosas. Nas grades que circundavam o jardim, as crisálidas penduradas fremiam ligeiramente com a brisa, aguardando o momento de abrirem-se. Pérola respirou fundo o ar e regressou para o seu quarto, pois a semana estava apenas começando.

Espelho, espelho meu… Existe alguém mais bela do que eu? Dizia o livro. Pérola olhou de viés para o longo espelho no canto do quarto, imóvel e silente, mas era como se a olhasse de volta. A semana já estava na metade. Pérola hesitou, fechou o livro, seu peito inflou ligeiramente ao dar um suspiro mais profundo e pensativo, mas por fim soergueu-se, pondo-se de pé em frente…

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