Resonanzen einer Nacht

Vis Ainertiae

Ressonâncias de uma noite

De algum modo, vai acontecer. É noite de junho de uma cidade pacata, como aquelas que se vê em filmes noirs com chuva e tudo, poucas luzes para aumentar o suspense, perto um bar, onde poucos bebem enquanto o barmém seca copos e a bancada com o pano encardido semiúmido. Mariposas de diversos tamanhos voam em volta das luzes num tempo distante, será que tentavam alcançar a lua ou experimentavam um princípio de ócio para o qual a civilização não deixou, e nunca mais deixará, tempo o suficiente? O chão está limpo e manchado de lama dos que vieram e já se foram.

Quando a mulher sai do bar e volta pra casa, nunca está desacompanhada. As sombras perseguem o cheiro de seus passos e fodem seus tamancos de camurça carmesim. Carmen. Seus cabelos cheios, ondulados, brilham obscuros na noite; baratas e ratos lhe fazem companhia…

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