Em tempos de terceirização, Eu, Daniel Blake narra a burocracia do sistema

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Por Janaina Pereira

Lembro do meu pai falando da glória que era ter um emprego com CLT. Também lembro dele licenciado pelo INSS por dois anos, depois de um AVC e, quando pode voltar a trabalhar, nunca mais conseguiu um emprego com a tão emblemática carteira assinada. Até o fim de sua vida, meu pai, que um dia foi diretor de empresa, precisou sobreviver com aquilo que o mercado oferecia: emprego de ambulante ou sem CLT. Essa lembrança me veio a mente ao assistir Eu, Daniel Blake, de Ken Loach,  filme vencedor da Palma de Ouro do Festival de Cannes do ano passado e que teve menos atenção do que deveria ao passar pelo circuito nacional.

Loach, um cineasta britânico de 80 anos, participante ativo dos festivais de cinema (é um dos mais premiados em Cannes), pode ser um estranho para a maior parte do público brasileiro, já que ele não concorre…

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